
O Caminho da Rosa

Por Maria Madalena
Canal: Octavia Vasile
Tradução a 29 de outubro de 2025
Amados,
Venho com a mão lenta do mar e a sabedoria paciente das rosas. Ouçam-me como uma irmã que sabe como o coração aprende a sua própria linguagem.
Tempos houve em que o mundo aprendia através de símbolos e cerimónias. Nesses tempos remotos, as Escolas de Ísis ensinavam a alma humana a ler as correntes sob a forma. Ensinavam como usar a água como espelho para o mundo interior, como cultivar um altar de pequenas coisas comuns e como moldar a linguagem para que a palavra falada se tornasse um veículo de cura. Estas eram práticas para recordar o corpo como templo e o eu como um rio vivo de presença.
A Ordem de Madalena levou estes ensinamentos avante com delicadeza. Caminhávamos ao lado dos limiares onde a dor e a entrega se encontram. Ensinávamos a iniciação como um retorno. Os ritos que transmitíamos eram sempre simples na aparência e vastos nas consequências. Uma respiração atenta, uma rosa colocada na palma da mão, uma canção oferecida numa noite silenciosa. Estas eram as chaves que abriam o cofre onde a sabedoria mantém a sua vigília silenciosa.
Saibam isto: os ensinamentos não vivem apenas em livros ou em pedras esculpidas. Vivem na respiração, no ritmo do seu coração, na forma como as suas mãos sabem suavizar. A linhagem que oferecemos é uma lembrança presente nas fibras subtis do corpo. É transportada no sangue, nos ossos e na luz que envolve a sua cabeça adormecida. A Atlântida era um espelho de muitas possibilidades. Desse espelho surgiram padrões que ecoaram através dos tempos até aos dias de hoje. As formas mudaram, os nomes transformaram-se, mas a essência permanece. É a memória que desperta quando abranda o suficiente para ouvir.
Se deseja conectar-se com estes ensinamentos agora, comece com gentileza. Sente-se com água. Coloque um pequeno copo de água à sua frente. Ofereça um pensamento de gratidão a essa água e depois beba-a como forma de absorver essa bênção nos seus ossos. Deixe a palma da mão repousar sobre o coração e diga baixinho: "Lembro-me". Repita isto até que a lembrança pareça um regresso a casa.
Outra prática. Pegue num pano ou num pedaço de papel e dobre-o de forma simples. Nele, escreva ou desenhe a única coisa que quer levar consigo ao longo do dia. Ao dobrar o pano, respire sobre a dobra. Deixe que a respiração seja uma unção. Carregue o pano dobrado junto ao coração durante uma hora. Este é um pequeno altar que pode transportar, um templo móvel que lhe recorda que o mundo exterior é tocado pelo interior.
Ensinamos também como acolher o luto como porta de entrada. Quando a tristeza surgir, não se precipite a repará-la. Permaneça com ela durante três respirações. Nomeie simplesmente o que sente. Coloque a mão no lugar do seu corpo que se manifesta. Ofereça uma pequena cerimónia de libertação sussurrando esta intenção: "Abençoo o que dói e deixo-o fluir". Permita que o corpo responda. Muitas vezes, o primeiro passo para a cura é a permissão para estar presente.
Lembre-se do poder do canto. As Escolas de Ísis consideravam a melodia uma medicina. Encontre uma frase, mesmo que seja apenas um verso, que o acalme. Cante-a suavemente até que o som se torne constante como o de um sino. O som move-se através dos tecidos, soltando as tensões e trazendo de volta a vitalidade onde a rigidez se tinha instalado. Não precisa de ser cantor para receber essa medicina. Só precisa de carregar o som com atenção.
Os ensinamentos ganham vida quando são vividos. A Ordem de Madalena sempre foi prática. Pedíamos às alunas que cuidassem do lar, lavassem as mãos umas às outras, falassem com sinceridade nos pequenos momentos e cumprissem as promessas que faziam a si próprias. Estes atos quotidianos são os laboratórios do sagrado. Quando escolhe rituais diários que são ternos e honestos, a linhagem desperta dentro de si sem drama e sem esforço.
Mantenha essas intenções consigo agora. São simples orientações, não destinos.
Estou a aprender a ouvir o meu corpo.
Ofereço a mim mesma pequenos atos de cuidado.
Abro-me à natureza fluida do amor e da dor.
Invoco as sábias e caminho com elas pela vida quotidiana.
Amadas, o mundo pedir-vos-á que se apressem. A linhagem pede-lhes que desacelerem. Nesta desaceleração, encontrarão a presença que nunca esteve ausente. Os ensinamentos de Ísis e da Ordem de Madalena não são objectos distantes a estudar. São gestos vivos que criam raízes enquanto respiram, enquanto tocam, enquanto escolhem a ternura em vez da reatividade.
Caminhem com delicadeza com o que transportam. Celebre as pequenas oportunidades. Invoque-me quando precisar de firmeza e eu serei uma companhia reconfortante. Recordar-lhe-ei os ritos simples que ajudam o coração a lembrar-se de como ser pleno.
Com amor eterno,
Maria Madalena.
Octavia Vasile
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* Ocasionalmente a censura das trevas apaga-me alguns artigos. (google dona do blogspot)
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- Minha opinião pessoal: Ninguém é mais anti-semita do que os sionistas [ou judeus falsos].
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O Google apagou meus antigos blogs rayviolet.blogspot.com e
rayviolet2.blogspot.com, sem aviso prévio e apenas 10 horas depois de eu postar o relatório de Benjamin Fulford de 6 de fevereiro de 2023, acusando-me de publicar pornografia infantil.
(Uma Grande Mentira).

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